Caetano Veloso reflete sobre cinema e Chico Buarque cria autoficção a partir da infância em Roma na volta ao livro

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Gigantes da MPB retornam ao mercado literário com textos direcionados para o passado – veja a capa de ‘Cine Subaé’, lançamento do artista baiano. Caetano Veloso (à esquerda) lança o livro ‘Cine Subaé’ neste mês de maio enquanto Chico Buarque apresenta ‘Bambino a Roma’ em agosto
Fernando Young / Leo Aversa / Montagem g1
♪ Dois compositores gigantes da MPB retornam ao mercado literário neste ano de 2024 pela mesma editora, Companhia das Letras. Hábeis na escrita de textos em prosa, Caetano Veloso e Chico Buarque lançam livros em que se voltam para o passado.
O livro de Caetano, Cine Subaé – Escritos sobre cinema (1960 – 2023), tem lançamento previsto para 28 de maio. Já o livro de Chico, Bambino a Roma, entra em pré-venda em junho, mas o lançamento está previsto somente para agosto.
Organizado por Claudio Leal e Rodrigo Sombra, o livro de Caetano Veloso compila resenhas de filmes escritas na década de 1960 por um jovem que então cogitava ser crítico de cinema na década de 1960. As criticas de Caetano eram publicadas no periódico Archote e muitas delas permaneciam inéditas em livro.
Além das críticas, o livro Cine Subaé reúne comentários sobre cinema feitos posteriormente pelo artista em 64 colunas de jornais, 12 entrevistas e 76 depoimentos que traçam o perfil de Caetano Veloso como cinéfilo ao mesmo tempo em que mostra a influência exercida pelo Cinema Novo, o existencialismo francês e pelo neorrealismo italiano, entre outras vertentes do cinema, na obra musical do compositor.
O texto da orelha é assinado pelo cineasta Orlando Senna, editor de algumas das primeiras críticas publicadas por Caetano na imprensa baiana.
O título Cine Subaé se refere à sala de cinema da cidade natal de Caetano, Santo Amaro da Purificação (BA), onde o então novo baiano assistiu aos primeiros filmes da vida no Cine Teatro Subaé.
Oitavo livro de ficção publicado por Chico Buarque pela editora Companhia das Letras, Bambino a Roma é caracterizado como uma autoficção em que Chico narra o fim da infância vivida na capital da Itália.
Ainda criança, em 1953, o cantor foi para Roma, onde viveu cerca de dois anos com a família porque o pai, o historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda (1902 – 1982), trabalhava como professor de universidade na cidade.
Capa do livro ‘Cine Subaé – Escritos sobre cinema (1960 – 2023)’, de Caetano Veloso
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento